terça-feira, 27 de agosto de 2013

Dom Helder Câmara, minha homenagem.



Helder Pessoa Câmara nasceu a 07 de Fevereiro de 1909, em Fortaleza, Ceará, num anexo de uma escola pública cuja diretora era sua mãe, a professora primária Adelaide Pessoa Câmara. Seu pai, João Câmara Filho, foi jornalista e crítico de teatro.
Demonstrando vocação religiosa dede os 4 anos, Dom Helder ingressou no Seminário Diocesano de Fortaleza, em 1923, onde fez cursos preparatórios, Filosofia e Teologia. Foi ordenado sacerdote aos 22 anos de idade, mediante autorização especial da Santa Sé, por não ter a idade mínima exigida. No dia 16 de agosto de 1931, celebrou sua primeira missa.
Junto com amigos, fundou a Legião Cearense do Trabalho. Com lavadeiras, passadeiras e empregadas domésticas, criou a Sindicalização Operária Feminina Católica. Tornou-se uma espécie de Secretário da Educação do Estado do Ceará, contribuindo para a reforma dos métodos de ensino e para o desenvolvimento da educação pública no Estado.
Em 1946, recebeu convite para assessorar o arcebispo do Rio de janeiro e lançou-se com entusiasmo ao trabalho assistencial. Resultaram do seu empenho a Cruzada de São Sebastião e o Banco da Providência. Em 1952, nomeado bispo-auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Helder fundou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual foi secretário-geral por 12 anos, e contribuiu para a criação do Conselho Episcopal Latino Americano.
Foi nomeado, em março de 1964, Arcebispo de Olinda e Recife, e, dois dias depois do golpe militar, divulgou um manifesto apoiando a ação católica operária na capital. A reação dos militares foi imediata. Duas circulares acusaram o novo arcebispo de "demagogo" e "comunista". Dom Helder Câmara foi proibido de falar no Brasil, passou a aceitar convites para conferências e pregações no exterior. Ainda assim, estabeleceu no Recife um foco de resistência ao golpe militar. Este período muito tumultuado  resultou em atentados a bala à residência do Arcebispo.
Irrequieto, idealizador, fraterno e revolucionário, Dom Helder desempenhou importante papel no cenário religioso e social do país, contribuindo enormemente para realização de mudanças sociais. Além do mais, Dom Helder Câmara não foi decididamente um homem das elites, um príncipe da Igreja no que o termo tem de faustoso e pedante. Foi, sim, o príncipe pastor que, humilde e imbuído de seu incontestável amor pelo ser humano que o fez apascentar o seu rebanho, como pastor apaixonado que foi.
Em 7 de fevereiro de 2009, Dom Helder teria completado 100 anos, se estivesse vivo. Esta data foi amplamente comemorada por entidades cristãs e sociais com atividades para homenagear a sua memória. Hoje, 27 de Agosto estamos lembando seu falecimento desta Terra que ocorreu em 1999. 
  



Que importa, se ao chegar

Que importa, que ao chegar
eu nem pareça pássaro!
Que importa se ao chegar 
venha me rebentando
caindo aos pedaços,
sem prumo
e sem beleza!...
Fundamental!
é cumprir a missão
e cumpri-la
até o fim!...

Dom Helder Câmara

4 comentários:

  1. Uma homenagem, muito merecida, a Dom Helder Câmara.
    Um abraço.

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  2. Obrigadíssima por me fazer ler essa pequena biografia de D. Helder Câmara, que possui escritos fantásticos que amo de paixão e posto também em meu blog Alpha e Ômega. Eu sabia da fama, mas nunca me interessei. Amei a poesia e posso colocá-la no meu? Grande abraço!

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    1. Sim. É claro que pode. Que bom você ter gostado dos Poemas de Dom Helder. Eu mesma aprecio muito. Tem outros que já postei anteriormente. Dê uma olhadinha.
      Sou fã de Dom Helder.
      Abraço.

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  3. Ah! Adorei o vídeo também! Beijos!

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